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Tecnologia

Protegido #SQN: Avast está vendendo dados sensíveis de usuários, aponta investigação

Se você é uma pessoa que fica preocupado com a segurança do seu PC e que utiliza antivírus gratuito mas preza por segurança de dados e por sua privacidade, o Avast pode não ser a sua melhor escolha. Entenda!

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Se você é uma pessoa que fica preocupado com a segurança do seu PC e que utiliza antivírus gratuito mas preza por segurança de dados e por sua privacidade, o Avast pode não ser a sua melhor escolha. Ele é um dos softwares antivírus mais populares atualmente e recentemente uma investigação revelou que várias informações — incluindo cliques e hábitos online — estão sendo vendidos para terceiros.

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O Avast possui em média 435 milhões de usuários ativos por mês, 100 milhões de dispositivos destes usuários estão com privacidade violada por uma subsidiária da companhia, a Jumpshot, que têm vendido dados dos usuários, incluindo seu comportamento na internet.

De acordo com documentos acessados pelo site Motherboard e PCMag, informações como pesquisas no Google, procuras no Google Maps, coordenadas de GPS e até perfis visitados no LinkedIn estavam sendo monetizadas pela subsidiária do Avast. Os hábitos online dos usuários serviriam para otimizar a apresentação de propagandas e conhecer os interesses dos usuários do antivírus.

 

“Deseja permitir o compartilhamento de dados com parceiros para análise de tendências, negócios ou marketing?” diz uma das opções do app. (Fonte: GizChina/Reprodução)

 

Uma informação importante: Nenhuma das informações vendidas foram identificadas  por usuário, para a despreocupação dos usuários do software; mas a riqueza de detalhes dos dados vendidos pode facilmente relacionar os hábitos à um usuário específico.

Comércio de informações

De acordo com estes documentos, a Jumpshot oferece uma gama de produtos para diferentes tipos de informações. Um exemplo, foi nas palavras-chave procuradas na internet e quais resultados da pesquisa receberam os cliques.

Nas investigações foram reveladas que alguns clientes recebem informações mais detalhadas sobre a origem dos cliques. A Omnicom Media Group, por exemplo, possui acesso irrestrito à todos os cliques coletados pelo software da Avast e podem visualizar também a identificação do dispositivo utilizado pelo usuário.

 

“Se importaria em compartilhar alguns dados conosco?”. (Fonte: PCMag/Reprodução)

 

A Avast foi procurada pela PCMag após o encerramento da investigação, mas se negou a responder qualquer pergunta, o mesmo aconteceu com a Ominicom Media Group. Depois, o Avast declarou que descontinuou qualquer coleta de dados desnecessária para a proteção da integridade do computador.

Não foi a primeira vez que a Avast é flagrada se aproveitando dos dados dos usuários. Em maio de 2019, a extensão da Avast para navegador foi vista coletando mais dados do que o necessário e até teve sua disponibilidade interrompida nas lojas de aplicativos.

Se você se preocupa com a sua privacidade e não quer abrir mão da segurança, é recomendado desinstalar o Avast e procurar um novo antivírus.

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