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Mundo Geek

Fim da Netflix? Confira algumas batalhas que a empresa precisará travar para não acontecer o pior

Com a concorrência aumentando, a Netflix encontra-se muito mais vulnerável tanto por conta das perdas de assinantes e até mesmo por conta dos investimentos em conteúdos originais. Veja os obstáculos que a empresa terá que passar num futuro próximo.

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A partir de 1997, a Netflix silenciosamente começou a extinguir tanto a forma padrão de se ver filme mas também a jogar a baixo milhares de locadoras de filmes em todo mundo.

Desde que iniciou o streaming de vídeos em 2007, a Netflix não parou de crescer. Depois de 2007, a Netflix acabou se tornando uma empresa de US$ 116 bilhões, sua receita cresceu de US$ 1,2 bilhão naquele ano para US$ 15,7 bilhões em 2018, um salto de 1200%.

Nos últimos anos, além do simples aluguel de vídeos, a Netflix passou a criar suas próprias produções, acreditando que o conteúdo original atrairia novos assinantes e manteria o público atual engajado. O lado negativo? Os enormes custos envolvidos na produção desse conteúdo. Mesmo assim, todo esse esforço e investimento posicionaram a Netflix como líder do setor e a transformaram em uma potência imbatível no streaming.

NASDAQ: A evolução da Netflix na bolsa de valores

 

Mas a concorrência está aumentando, e a Netflix encontra-se muito mais vulnerável do que mostram os fundamentos superficiais. Confira agora os obstáculos que a Netflix precisa combater para não acabar como sua antiga concorrente nos primórdios: A Bluckbuster ( Uma gigante mundial de locadoras de filmes ).

 

Obstáculo 1: Endividamento

O predomínio da Netflix no setor nunca foi por conta de seus lucros. A empresa se beneficiou do seu pioneirismo e investiu agressivamente para manter essa liderança. Embora a Netflix venha apresentado lucro há uma década, o ano de 2018 foi o primeiro em que ele superou US$ 1 bilhão. O foco principal da empresa sempre foi aumentar o número de usuários.

Os demonstrativos de fluxo de caixa da Netflix mostram a realidade: nos últimos quatro anos, a empresa sediada já perdeu US$ 6,6 bilhões em operações. Isso está diretamente relacionado ao fato de que produzir, criar e licenciar conteúdo é um empreendimento caro. Requer tempo, perícia, equipamento e quadro funcional significativo, entre outros aspectos. Mesmo tendo um prejuízo operacional de US$ 6,6 bilhões em 4 anos, a empresa se mantém com uma estratégia arriscada, acumulando dívidas esperando um aumento de receita no futuro. Isso tudo para manter suas operações.

Alavancar ativos para fazer mais dinheiro é uma estratégia que as empresas usam para crescer. E Wall Street não se importa em financiar uma empresa que queime caixa, desde que ela continue crescendo. No entanto, quando os clientes começam a assinar outros serviços, é aí que os problemas da Netflix aparecem. E este é o próximo obstáculo

 

Obstáculo 2: A guerras no streaming

No final de 2007, a Netflix tinha 7,5 milhões de assinantes. De acordo com seu último balanço, a empresa contava com 151 milhões de assinantes no segundo trimestre de 2019. Sem dúvida é possível dizer que a Netflix se saiu bem como único grande player no setor.

Mas com uma grande leva de concorrentes, e com grandes empresas por trás, no entanto, pode gerar as primeiras instabilidades, sinalizando um abalo sísmico de grandes proporções que acabará com esse predomínio da empresa.

O primeiro sinal veio no último trimestre a Netflix perdeu 130 mil assinantes nos EUA. Só isso já seria um sinal de alerta vermelho para qualquer empresa excessivamente endividada.

Em seguida, a avalanche de novas ofertas programadas para o próximo ano, cada uma lutando pelos clientes da Netflix:

  • o Disney+ deve ser lançado em novembro;
  • o Apple TV está programado para entrar em operação em novembro também;
  • o serviço de streaming HBO Max, da WarnerMedia, já está em fase de testes;
  • e a NBC anunciou recentemente que está desenvolvendo o Peacock, seu próprio serviço de streaming.

Fora os já existentes como:

  • Hulu,
  • HBO Go,
  • e Amazon Prime

 

Obstáculo 3: O que ofertar

A assinatura padrão da Netflix nos EUA custa US$ 12,99, a Disney definiu o preço da sua oferta em US$ 6,99, o que abalou o mercado inicialmente e a Apple lançou o Apple TV+ por US$ 4,99, a mais barata de todas as plataformas.

Pelo que sabemos do modelo de negócios da Netflix, esses preços não são lucrativos nem para a Disney nem para a Apple. A taxa de US$ 12,99 da Netflix foi definida depois que a empresa percebeu que preços menores eram insustentáveis, principalmente para uma empresa movida por dívidas, em vez das próprias operações.

É justamente a dívida operacional que explica por que a Netflix estará no lado perdedor das guerras do streaming. Tanto a Disney quanto a Apple estão nadando em dinheiro. Em 2018, a Disney apurou um lucro operacional de US$ 14 bilhões, enquanto a Apple fez impressionantes US$ 77 bilhões.

Com números como esses, ambas as empresas podem se dar ao luxo de operar com prejuízo no streaming, durante anos se quiserem. Fazendo com que elas se mantenham a este preço até a Netflix se extinguir.

Os concorrentes também estão usando seus recursos financeiros para roubar programas consagrados na Netflix:

  • Friends, a série mais popular da Netflix, mudará para o HBO Max em 2020;
  • The Big Bang Theory, outro sucesso, também pode mudar para o HBO Max.
  • The Office sairá em 2020 e será oferecido no serviço da NBC.

Para responder a isso, a Netflix acaba de licenciar Seinfeld por US$ 500 milhões.

Mesmo assim, não importa o que fizer, a Netflix continuará de mãos atadas por causa das suas finanças, enquanto vários concorrentes não enfrentam esse problema. Isso fará toda a diferença para determinar quem finalmente vencerá essas guerras no streaming.

Igor Luiz é Fundador e o Content Manager do Gadz Tech. Profissional na área de criação de sites, marketing digital e trabalha na publicação de notícias do site. Email de contato: [email protected]

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Games

Nintendo anuncia grandes mudanças para consumidores no Brasil

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A chegada do Nintendo Switch ao mercado revitalizou a confiança do público sobre a Nintendo, gigante japonesa que sofria com um dos piores fracassos de vendas de sua história, o Nintendo Wii U. O Switch, console híbrido que liga-se à televisão e, em um instante, se torna um portátil, junto de seu irmão mais novo, o Switch Lite, já totaliza mais de 70 milhões de unidades movidas.

Mas enquanto o mundo desfrutava do sucesso desses lançamentos, no Brasil, ainda sofríamos com a desconfiança da empresa, que havia se removido do mercado nacional citando a pirataria e os impostos como principais empecilhos. De lá pra cá, com o Nintendo 3DS, a Nintendo testou o mercado brasileiro, e nesse ano, vimos finalmente o lançamento oficial do Nintendo Switch ao Brasil.

As vendas através de lojas parceiras pelo site da Nintendo já não é uma novidade, mas os consumidores rapidamente notaram diversos problemas: Falta de suporte técnico, uma loja eShop limitada com poucos jogos e inacessível sem um computador, e o console sequer possuía tradução para o Português Brasileiro. Agora, tudo isso está para mudar, e os consumidores brasileiros finalmente serão tratados como merecem. Confira as novidades.

eShop Brasileira receberá uma grande atualização

 

 

Através de uma divulgação oficial nos perfis da empresa, a Nintendo confirmou que a partir do dia 08/12, às 21:00, a eShop Brasileira será completamente repaginada, recebendo o catálogo completo com mais de 800 títulos. Além disso, a loja será acessível através do próprio Switch, ao contrário da versão atual que só pode ser acessada no computador. Todavia, os preços ainda não são condizentes com os concorrentes, e uma forma de remediar o problema é usar uma VPN e alterar a região do console antes de fazer uma compra, aproveitando preços menores em outros países.
Embora os jogos da própria Nintendo estejam com preços elevados, desenvolvedores indie já optaram por praticar “preços proporcionais”, onde ao invés do valor cobrado ser uma conversão direta do dólar, o valor é proporcional ao poder aquisitivo médio do Brasil. Com isso, títulos extremamente valiosos como o Hollow Knight estão disponíveis hoje por valores bastante acessíveis, abaixo dos 30 reais.

 

Atualização 11.0 do sistema traz novidades

Lançada no dia 02/12, a nova atualização do sistema do Nintendo Switch inclui uma série de novidades, e dentre elas, a mais relevante para os brasileiros é o suporte completo ao Português Brasileiro para o sistema e alguns jogos. Para isso, basta atualizar o console e navegar para os ajustes, selecionar a região “Américas” e o idioma “Português”.
O aplicativo Nintendo Switch Online também está disponível, em português, na loja Google Play para Android e App Store para iPhone. O app permite que alguns jogos tenham recursos adicionais, por exemplo, é possível comprar itens para o Splatoon 2 através do aplicativo. Além disso, o aplicativo é a solução para chamadas por voz oficial da Nintendo para jogatinas online.

 

Suporte técnico oficial e defeito de drift

Uma das principais vantagens para os consumidores da presença oficial de uma marca no Brasil é o suporte técnico. O Nintendo Switch, em especial, apresenta frequentemente um defeito nos controles conhecido como “drift” que impede a jogatina por criar movimentos fantasmas nos analógicos.

Em parceria com a empresa Deal4b, a Nintendo oferece reparos e suporte técnico ao Switch em todo o território nacional, através de um código para que o console seja enviado gratuitamente via Correios até a central técnica. Para quem possui o defeito de drift nos analógicos, o reparo é grátis até mesmo após o término do período de garantia.

As soluções caseiras para o drift, como a aplicação de limpa contatos em spray, ou permitir que um terceiro abra o console, não são recomendadas pois invalidam o direito ao uso da garantia e garantia extendida, ao menos oficialmente.

 

Modelos disponíveis

Por fim, é importante conhecer os modelos de Switch vendidos no Brasil. O recém chegado Switch Lite é a versão mais barata e acessível do console, disponível em três cores, menor e mais leve, porém, incapaz de se conectar à televisão – o console é exclusivamente portátil, tendo a vantagem de ser mais portátil e leve, mas a desvantagem de não poder ser conectado ao dock e não ser uma boa alternativa para jogos multiplayer.

Já a versão clássica do Switch, que acompanha os controles Joy-Con e o dock para conexão na TV, possui também dois modelos. A versão original, com código de série HAC-001 possui duração de bateria de 3 até 5 horas de uso, e produz mais calor. Já a versão renovada é absolutamente idêntica, mas com código de série HAC-001(001) contando com processador remodelado para maior eficiência, o resultado é uma duração de bateria muito maior, entre 5 e 8 horas de uso.

E aí, planeja comprar o Nintendo Switch? Já possui um? A promessa de um console que pode funcionar tanto como portátil como centro de entretenimento para a TV é uma ótima alternativa para evitar o gasto em dois aparelhos distintos, e carregar consigo toda a sua biblioteca de jogos, e para armazenar tudo isso, saiba como escolher um cartão MicroSD para o Nintendo Switch.

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Mundo Geek

Elon Musk: Pretende estabelecer redomas habitáveis em Marte

Bilionário pretende trazer ideia provinda de Ficção Cientifica a tona, habitando o planeta vermelho.

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Já não é de agora que Elon Musk possui planos para levar os seres humanos para martes. Recentemente ele declarou que pretende criar redomas, parecida com iglus, feitos de vidro para essa finalidade.

Depois de varias ideias de missões, muitas vezes parecidas com a ficção cientifica, o CEO da SpaceX quer levar um milhão de pessoas a Marte até 2050. Essa novidade foi revelada através de um tuíte recente de Musk, é que a vida por lá estaria restrita a redomas de vidro que serão terraformadas “para suportar vida” uma espécie de simulação da Terra.

Plano de Elon Musk para Marte

Ideia aproximada de como seria as redomas de Elon Musk

O processo todo envolve a modificação da atmosfera, temperatura, ecologia e topografia para suportar um ecossistema como o nosso aqui da terra. Claro que esse conceito ainda é hipotético proveniente das ideias de Elon Musk.

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Esse plano possui diversos desafios. Em uma análise recente, especialistas concluíram que podem ser necessárias 3.500 ogivas nucleares explodindo diariamente para aumentar a pressão atmosférica de Marte a níveis respiráveis.

E mesmo que isso seja possível um dia, ainda existe outro obstáculo pela frente: a radiação resultante dessas explosões tornariam a superfície completamente inabitável. Se tudo correr de acordo com o ambicioso plano de Musk, a primeira nave espacial do empresário deverá chegar ao Planeta Vermelho em 2024.

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Games

Microsoft compra Bethesda por 7,5 Bilhões

O valor é a maior aquisição da história na indústria dos games e três vezes superior ao que a Microsoft pagou pela aquisição da Mojang Studios, produtora de Minecraft, em 2014.

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Na manhã desta segunda-feira, recebemos uma noticia que chamou muita atenção da comunidade gamer. A Microsoft anuncia a aquisição da Bethesda e da sua empresa-mãe a ZeniMax Media.

Dessa forma, várias franquias aclamadas como The Elder Scrolls, Fallout, Doom, Wolfenstein, Dishonored, The Evil Within, Prey e outras passam a pertencer a Microsoft e no decorrer dos próximos meses estarão participando do catalogo do Xbox Game Pass para console e Windows 10.

Resultado da Aquisição

Segundo Phil Spencer para a Voxel, a exclusividade de jogos da Bethesda será analisada ‘caso por caso’

Segundo notas à imprensa, a compra foi realizada por US$ 7,5 bilhões — aproximadamente R$ 41 bilhões — e ainda está em fase de fechamento, que deve se estender até a segunda metade do ano fiscal de 2021.

Segundo Pete Hine, vice-presidente de relações públicas e marketing da Bethesda Softworks, o que vai mudar daqui pra frente, após a compra é o acesso a mais recursos para tornar a Bethesda ainda melhor na produção de suas franquias, mas eles continuam com independência para produzir e publicar seus jogos.

Todos os próximos games das principais franquias também devem aparecer no Xbox Game Pass, que já registra mais de 15 milhões de assinantes.

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Ainda não há informações sobre o lançamento de jogos exclusivos que foram anunciados para a Playstation, mas segundo Phil Spencer, chefe da divisão Xbox, apontou que está empolgado com o cronograma de futuros jogos da Bethesda, que inclui tanto títulos anunciados como outros ainda desconhecidos pelo público.

O executivo citou diretamente StarField, que é uma aventura espacial que está sendo desenvolvida pela Bethesda Game Studios, esse que foi um dos primeiros jogos que foi  anunciados para a nova geração de consoles ainda em 2018.

Fonte: TechTudo e Xbox

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