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A matemática do crush : Por que é tão difícil conseguir aquele match no Tinder?

Você de vez em quando entra no Tinder para conhecer uma pessoal legal mas tem dificuldade de conseguir encontrar um match pelo Tinder, não se preocupe: o problema não é você, mas na fórmula que o Tinder. Veja como isso acontece

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Você de vez em quando entra no Tinder para conhecer uma pessoal legal mas tem dificuldade de conseguir encontrar um match pelo Tinder, não se preocupe: o problema não é você, mas na fórmula que o Tinder possui, que é uma das mais injustas.

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De acordo com um pesquisa efetuada por um perfil do Medium, Worst Online Dater (“pior namoradeiro virtual” em tradução livre), a situação é mais difícil para os homens, pois apenas 20% são considerados como mais bonitos e conseguem resultados rápidos na plataforma de namoros.

O fato de um homem considerado “bonito” receber muito mais likes do que um considerado “feio” no Tinder não é nada alarmante para qualquer pessoa, mas ao tentar colocar essa informação em termos matemáticos, os números mostram um padrão um tanto inesperado:

Enquanto a maior parte dos homens (80%) competem pelos likes de uma parcela de 22% das mulheres dos Tinder, 78% delas estão competindo pela atenção dos 20% de homens “mais gatos” que existem no aplicativo.

A desigualdade dessa fórmula

Quanto mais curtidas você tem, maior é sua “riqueza” e maior são as suas de opções de pessoas que pode escolher para sair . Pensando nessa situação, o aplicativo possui um problema de distribuição de “renda” comparável a apenas alguns poucos países no mundo.

Gráfico da Curva de Lorenz sobre a desigualdade de curtidas

No gráfico, a escala vertical indica o nível de beleza masculina, enquanto o horizontal o nível de beleza feminina (Imagem: Medium)

A Curva de Lorenz é um tipo de gráfico usado para representar a distribuição relativa de uma variável em um domínio determinado. Na economia, ela é usada para deixar bem claro o quão longe a distribuição de renda de um país está do ideal utópico. O gráfico consiste de uma reta, que corta os dois eixos em um ângulo de 45º (que seria relativo a uma situação de distribuição igualitária ideal) e, logo abaixo dessa reta, curvas que representam o quão longe da situação ideal está a distribuição de renda de uma determinada região.

 

Se curtidas no Tinder fossem uma moeda, a diferença entre a quantidade de dinheiro que os 20% dos homens mais bonitos da plataforma e os restante 80% de todos eles possuem seria maior do que a diferença existente, na média, entre a fortuna de pessoas como Jeff Bezos, Bill Gates e Elon Musk, e o cidadão americano médio.

 

A realidade para homens comuns

O estudo também mostra que as chances de os homens “comuns” conseguirem sair com alguém no Tinder é bastante baixa. Entre os homens que fazem parte dos 20% mais bonitos, eles em média darão match com cerca de 20% de todas as garotas que curtirem. Isso acontece porque há muitas variáveis em um programa como o Tinder:

  • a característica subjetiva dos padrões de beleza,
  • a possível falta de confiança de algumas mulheres em curtir caras muito bonitos,
  • o fato de muita gente não usar o app com frequência
  • e a possibilidade da pessoa não curtir a foto de alguém que claramente poderia ser um modelo de cuecas por receio de ser um perfil falso.

Mesmo assim, o número de 20% de matches é um indicador extremamente positivo, principalmente quando comparado ao resto das pessoas.Isso porque essa porcentagem de matches cai vertiginosamente conforme a atratividade de um homem diminui, e boa parte dos 80% dos homens restantes possui uma chance de apenas 0,87% de dar match com alguém. Trocando em miúdos, basicamente apenas 1 de cada 115 pessoas que foram curtidas irá curti-lo de volta.

 

É confiável a pesquisa?

Apesar dos interessantes números encontrados, existem alguns problemas com a pesquisa:

1 – A amostragem do tamanho  foram obtidos analisando as respostas de apenas 27 mulheres, o que é um número praticamente insignificante em relação à quantidade de pessoas que usam o Tinder no mundo todo.

2 – Outro problema é as respostas das mulheres na pesquisa: não dá para saber quantas das respostas realmente foram honestas ou quantas pessoas mentiram em uma resposta ou outra para não mostrar que teriam interesse em um cara considerado “menos atraente”.(como forma de parecerem mais seletiva, já que sabemos bem como a sociedade julga mulheres que são consideradas como “fáceis”).

3 – Também porque foram contadas apenas as curtidas de uma maneira geral, e não foi levado em conta o tipo específico de rosto que cada uma das participantes considera como belo. Assim, os resultados levam em conta que todas as participantes possuem exatamente o mesmo padrão de beleza, e todas consideram os mesmos caras feios e os mesmos bonitos.

Apesar disso, a responsável pela pesquisa cita um outro estudo que fez sobre o Tinder para indicar como isso não é exatamente um problema: neste estudo, chegou-se a conclusão de que praticamente todas as mulheres concordam nos dois extremos do espectro da beleza:

— caras muito bonitos são considerados como muito bonitos por todas, e os muito feios também são considerados como muito feios por todas.

— e as maiores discordâncias estão na grande “massa média” da beleza masculina, que é onde as preferências pessoais realmente fazem a diferença.

Então, como os resultados da pesquisa sobre a desigualdade no Tinder separam apenas os caras “muito, muito gatos” de todo o resto, é possível considerar o resultado encontrado como confiável, já que quando falamos desse substrato muito específico de beleza há uma espécie de consenso entre todas as mulheres.

Outro dado que pode indicar que esses resultados possuem uma certa validade é o fato de como eles se comparam com o de outras pesquisas. Por exemplo, um artigo do jornal The New York Times revela que, em média, as mulheres que usam o Tinder curtem cerca de apenas 14% das opções de rapazes oferecidos a elas, enquanto a pesquisa do Worst Online Dater chegou à conclusão de que as mulheres curtem apenas 12% das opções oferecidas pelo app.

Fonte: Medium

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